Quarta-feira, Setembro 05, 2007

É longe mas deveria servir de exemplo

"Russian mayor bans excuse making
The mayor of a city in Russia has issued a list of excuses that he will not tolerate from civil servants.
Alexander Kuzmin, mayor of Megion in western Siberia, said that officials must stop using phrases such as "I don't know" and "it's lunch time".
Mr Kuzmin said city officials should help improve people's lives and solve their problems, not make excuses.
The mayor's press office said the list consists of 27 forbidden phrases, including "there's no money".
Mr Kuzmin warned in a statement that "the use of these expressions by city administration officials while speaking to the head of the city will speed their departure."
He said he was taking action as he was tired of civil servants telling him that problems were impossible to solve, rather than offering practical solutions.

BANNED PHRASES INCLUDE:
What am I supposed to do?
I'm not dealing with this
We're having lunch
The working day is over
Somebody else has the documents
I think I was off sick at the time"

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

E assim se faz planeamento !!!!

Eis que numa pesquisa na net encontro o Relatório de Apuramento e Ponderação dos Resultados da Discussão Pública do Plano de Urbanização de Aveiro

Já lá vai mais de um ano desde a altura em que, com o cuidado de quem trabalha nesta área e que, vivendo em Aveiro pretende ver fazer-se cidade, fiz algumas sugestões de alteração ao plano (zonamento e regulamento), algumas delas de carácter genérico e como tal não territorializáveis, outras definidas territorialmente.......

Agora, encontrado este documento, qual não foi o meu espanto quando me deparei com os seguintes resultados às minhas sugestões -Indefinido!


Smudge Definition, Sylvie Fleury, 1996

Ali (re)nasceu Portugal...

Quem vai a Guimarães respira um bocadinho da nossa história...o castelo, o paço dos duques de Bragança, a capela de São Miguel e todo o centro histórico, um conjunto que vale a pena ver e viver.

A luz da cidade antiga é fantástica, as paredes de pedra aconchegam o fim de dia amenizando o frio que se possa fazer sentir.

Vista ao longe, na cidade reconhecesse uma nova muralha... as novas casas erguem-se em altura e, nas colinas, alinham-se e olham o castelo querendo alcança-lo ou protegê-lo.

Mas o que mais me impressiona em Guimarães é a vida do centro histórico, a cumplicidade entre ele e a restante cidade que o complementa e que com ele gera um todo... a escala da cidade acolhe, convida, abraça-nos...

A escala da cidade acolhe, e os vimaranenses parecem sabe-lo tornando os espaços públicos em espaços de encontro de e para todos...
À noite, no largo da Oliveira o privilégio de ser uma personagem do Cinema Paraiso de Giuseppe Tornatore... uma tela gigante, um bom filme, o som das bobines.... Era assim que deviam ser sempre as cidades!

Terça-feira, Agosto 14, 2007

Algures entre o Algarve e Beja, com pouco mais de 30ºC a paisagem alentejana fica nos olhos de quem lá passa...
Aquela cor de terra, de palha, de ouro ou de sol não nos deixa indiferentes (nem a nós nem aos carros de quem se aventura por caminhos sem fim, onde essa cor teima em deixar a sua marca para que, mais tarde, nos lembremos que por lá passámos)

Por estas paragens reina o silencio, a imensidão do céu, quebrada de quando em vez por uma pequena nuvem branca que parece ter-se perdido e se ter encantado pela terra que vislumbra!!

Aqui não há casas à face das vias, há montinhos onde as pequenas casas brancas parecem dar as mãos para, como crianças, dançar à roda, juntinhas...

A vida aqui parece ter outro tempo, aqui tudo parece ser possível, a terra é imensa, o sol brilha como em mais lugar nenhum, o verde que aqui se encontra parece sorrir para os campos cor de ouro, os castelos fazem-nos sonhar em histórias encantadas e a água........... a água quando aparece é majestosa.... impoe-se como rainha de um sistema que, quase sobrevivendo sem ela, quando a toca a abraça .... com medo que algum dia possa fugir...........................


















Barragem do Alqueva vista de Monsaraz

Férias de Verão





Gary Komarin(2006)
a suite of blue laguna beach.

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Ao mendigo que na rua estende a mão viramos a cara

À mãe que com um filho no colo implora uma esmola passamos indiferentes

Ao mundo que, existindo, não queremos ver, fechamos os olhos, viramos as costas


Julgamos, culpamos, apontamos o dedo... Preocupamo-nos com a vida, ouço e vejo em outdoors que sujam as cidades.... cidades onde se vê a indiferença disfarçada pela hipocrisia destes cartazes, destas vozes, desta vontade de culpar, julgar, obrigar!


Tenho vergonha de ali estar, de ver o que escrevem, de sentir o que escondem, de ler o que não compreendo, de viver num mundo onde se distorcem valores humanos, onde se prefere criticar e incriminar a sentir, chorar, sofrer, ouvir, ajudar...

Santi Moix, 2004, The Blind Man

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Alguma coisa está a mudar em Portugal!


Bem sei que era o último dia, bem sei que à boa maneira portuguesa deixamos tudo para o ultimo minuto, mas 75000visitantes num só dia quer dizer que alguma coisa está a mudar neste pequenino país.


um ano


The door to last year, 1981, Ross Bleckner

Urbanos, Suburbanos, humanos?

Num dia ainda não bem determinado de 2008, metade da população do mundo viverá em cidades. É esta a conclusão de um estudo elaborado pelo WorldWatch Institute.


Uma conclusão incómoda e alarmante!


Nas áreas, denominadas urbanas, vivem cada vez mais pessoas em zonas sem infra-estruturas e sem acesso a serviços básicos como a educação ou a saúde.
O limiar da pobreza, o limiar da sustentabilidade, o limiar da tristeza, a ruptura, o desespero e a solidão são características vincadas de uma população sem vínculo, que se desenraizou para se plantar num outro terreno, num mundo onde esqueceu o que é ser na busca do ter....


Será que podemos chamar a este território de acolhimento ... cidade, é isto um território urbano? Será esta uma população citadina!


Multiplicam-se os estudos sobre as cidades, mediatizam-se os estudos sobre a desertificação, o abandono do meio rural, disserta-se sobre a cidade do amanha (como lia no expresso este fim de semana, as cidades do futuro serão desenvolvidas tendo como centralidade o aeroporto)...


Ao mesmo tempo concentram-se serviços nos centros urbanos, gerem-se recursos e planeam-se redes educativas e de saúde de acordo com economias de escala...

Serão estas as políticas correctas para criar uma sociedade urbana sustentável!


Estaremos dispostos a assumir os custos desta irresponsabilidade social justificada pela responsabilidade económica e financeira?


Michail Ramuss, 1995, Suburb of the paradise

Domingo, Dezembro 24, 2006

Agora que é Natal

O tempo apressado trouxe-nos de novo o Natal, o frio chegou para ficar e nas ruas vêm-se as formiguinhas para cá e para lá, as luzes brilham, as lojas estão abertas, as pessoas conversam umas com as outras, trocam votos de felicidade e boa sorte.

A par dos nervos dos apressados sente-se uma simpatia e uma alegria que sabe bem

As ruas fervilham com vida, há música e o cheirinho a castanhas ainda se sente nasgumas esquinas.

às vezes penso que poderia ser assim todo o ano :-)))))


É esta a imagem que gosto de guardar do Natal na cidade, a par do Natal aconchegadinho na casa dos avós!


Feliz NATAL!!!
Pére Noel, 1957, Pablo Picasso

Terça-feira, Novembro 28, 2006

No planeamento estamos a passar por uma crise identitária, uma falta de rumo, uma indecisão de prioridades ou talvez uma incapacidade de demonstrar complementaridades.

A administração pública nunca produziu tantos estudos para auxiliarem o planeamento, nunca tanto se fez para estudar contextos, perceber fragilidades e potencialidades, nunca tanto se diagnosticou....
ao nível local produzem-se planos, projectos, estudos, todos eles avaliam a realidade, todos eles propõem soluções e apontam caminhos...

Dos planos de gestão territorial exige-se uma perspectiva estratégica, à posteriori negligenciada ou esquecida!

Dos planos ou programas estratégicos espera-se a resolução dos pormenores territoriais!

Multiplicam-se os documentos, agonizam os quereres, deixa-se de acreditar no valor de estudar, de reflectir, exacerba-se o sentimento de desconforto!


A frustração parece ser comum a quem ao trabalhar nesta área não consegue transmitir a natureza complementar da gestão territorial e da estratégia de desenvolvimento


Será apenas um estado cultural transitório !?


Cold reflection, Richard White

Fundos e Estrutura

" Os Fundos Estruturais são instrumentos de co-finaciamento a que os Estados-membros se podem candidatar para, conjuntamente com os recursos nacionais públicos e privados, apoiar ao longo de períodos plurianuais definidos, os esforços nacionais de desenvolvimento, com vista à realização plena da coesão." QCA3 2000-2006
A cada dia que passa questiono o carácter estrutural dos apoios que vimos disponibilizados ao longo dos últimos anos.
A definição que ao longo dos últimos seis anos assistiu à distribuição dos fundos reiterava a realização plena da coesão como objectivo a atingir. Chegados ao final deste ciclo, acreditamos tê-lo alcançado?
Teremos trabalhado para criar a "estrutura" ou terão sido 6 anos de projectos avulso financiados por dinheiros públicos sem uma lógica funcional, sem uma avaliação cuidada de metas a atingir???
É certo que alcançar a plena coesão era um objectivo demasiado ambicioso, é certo que o objectivo de plenitude não foi cumprido uma vez que a coesão continua a ser o objectivo primeiro para o período 2007-2013!
O que não é certo é que nós tenhamos percebido que esses fundos eram estruturais e que o continuem a ser.... O seu papel de suporte a uma base socio-económica estável, à criação de condições de auto-sustentação do desenvolvimento....
Teremos percorrido um longo caminho, duvido da sua auto-sustentação, duvido se percebemos o que é a essência, a ESTRUTURA




















Structure, Margie Livingstone 2006